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Diário de bordo LusoTrampulínico #8

Por poliana na sexta-feira, 5 de dezembro de 2014 às 16:05

A beleza do improviso é também a sua grande maldade.
Nada se repete.
Nada irá se repetir.
Um privilégio no qual o ‘poderia ter sido’ é tão vazio quanto realmente é.

Na última terça-feira da temporada portuguesa reunimos todos os grupos de trabalho. Foi a primeira vez que GIRARTE, dISPArteatro e Canto do Vigário (o coro tem nome!) se encontraram. Depois de um ”ensaio geral” para definirmos a ordem dos acontecimentos percebemos que deveríamos nos preparar para não estarmos preparados.

Normalmente, quando saímos de um espetáculo, surgem dezenas de ideias de ”como aquela parte pode melhorar” ou ”como aquilo pode funcionar” ou ”no próximo vou experimentar assim”….
Aqui não tem próximo. O próximo é outro e talvez nem tão próximo assim…
Então aqui vivemos cada instante. Cada único instante. Cada instante único.

Vivemos a vida do improviso. A vida curta do palhaço. O momento em que estamos em cena, que as grandes ideias surgem e que UM eterno segundo se passa desde o surgimento até a ação. Neste eterno segundo uma multidão de idéias mora dentro da gente. Umas amontoadas em cima das outras gritando: Olha pra mim! Ei! Me usa! Me escolhe! Olha eu aqui!!

E de repente somem todas as idéias. E você tem que improvisar.

Terminar esta série de escritos relatando o trabalho final que ligou todos estes grupos seria além de óbvio, impossível.
É apenas possível e preci(o)so dizer que saímos todos muitos satisfeitos com o que foi.
O que foi o processo de juntar os três grupos, o que foi o processo de cada grupo, o que foi este mês tão transformador.
Uma celebração da diversidade!
Do quanto somos iguais e do quão diferentes podemos ser juntos.
A nossa constatação de como a improvisação, a linguagem do palhaço e o método das senhas estão intimamente ligados ao que há de mais verdadeiro em nós, o que nos conecta, nos toca, nos liga!

Nessa hora que passamos juntos diante do público dividimos o foco, o apoio, o contraponto! Nos emocionamos, nos divertimos e nos revelamos! Conseguimos revelar também um pouco sobre o quanto todo o processo foi significativo e especial.
O quanto nossos olhares foram transformados.
Demos 100 por cento de tudo que pudemos dar durante estas semanas e fomos agraciados pelos deuses do palhaço e da improvisação.

Ganhamos, dentre muitas outras coisas, um rei verdadeiramente comedor de peras, uma rainha cheia de inspiração, um guarda real atento e disponível, um ‘reisinho’ saído diretamente da platéia e um público com alta capacidade de assimilar conhecimentos via telepatia.

Desenhamos música no tempo, extraímos música da cena, cena da música, música do telefone, cena do aplauso, senha do status, status da cena, cena da senha, sonho do projeto, projeto do sonho, cena do sono, dança da música do texto do canto da cena do projeto da vida do jogo do sonho da vida!

E terminamos assim…..
(Poderia rimar com sem começo nem fim)

Agradecendo a todos – e a cada um -

Agradecendo a quem dividiu, multiplicou, somou e compartilhou esta jornada, este caminho, esta viagem que antes de tudo isso começar era apenas um sonho e agora é um filme, uma vida, um projeto cheio de possibilidades e vontades de continuidade!

Aos queridos que por trás das câmeras e microfones eram olhos atentos e puro silêncio observador: José, Suzy, Edmundo, Inês e Quintino.

Ao querido companheiro de mirabolâncias, professor, mestre, doutor, bobo e anfitrião:  Antônio Gonzalez.

À linda Mariana Moreira  e a Operação Nariz Vermelho!

Aos queridos doutores, diretores, improvisadores, fisioterapeutas e arrumadores de lanche sem horas vagas: David, Nuno, João (também conhecido como Paulo) e Adriana.

Aos queridos, incríveis, maravilindos, inspiradores, sensacionais e transcendentais alunos do Girarte, dISPArteatro e Canto do Vigário (já falei que o coro tem nome né?)

À instituição que me acolheu – palhaça musical viajante – e que acolheu minha malinha de idéias e investigações: ISPA -Instituto Superior de Psicologia Aplicada.

Ao apoio fundamental da Planar – Gestão de equipamentos Cinematográficos.

Ao incondicional afeto da amada família Ribeiro Pires e dos  velhos e novos amigos que cuidaram para que tivéssemos amor, casa e comida (roupa lavada e até um carro para nos salvar das tempestades torrenciais de Lisboa, que não foram poucas!)

A esta plataforma, esta base, este porto seguro de inspirações e pirações: o  Grupo Trampulim;

Aos parceiros Rafael Protzner, Renata Correa e Tereza Gontijo por tudo.

Ao FNH – Frito Na Hora, por fritar e queimar o meu cérebro e à Chaya Vazquez por apagar o incêndio cerebral com arte e maestria.

A quem e a todos que acompanharam esta jornada e participaram disto sabendo ou sem saber, querendo ousem querer…

E a todos que por ventura, aventura ou desventura eu esqueci de citar ou nomear.

E finalmente ao PROGRAMA MÚSICA MINAS e à SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA DE MINAS GERAIS por viabilizarem por meio das passagens aéreas esta rica experiência.

Que essa travessia transatlântica nos leve, e traga-os muitas e muitas vezes!
Amém! Amem! Amei!

 

 

1 comentário

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Comentários em “Diário de bordo LusoTrampulínico #8”

  1. Adriana Carvalho disse:

    Conheci voces no dia 26/07 , me apoixonei pela equipe toda!Parabéns! Voces são fantásticos! Há muito tempo não me sentia tão feliz! Me filho adorou! Que Deus abençoe a cada um da equipe! Já com saudades!

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