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ACORDA

Por Administrador na quinta-feira, 28 de setembro de 2017 às 0:37

Os Palhaços do Grupo Trampulim em um tragicômico espetáculo de terror

 

Direção: Paula Manata
Gênero: Palhaço
Duração: 50 minutos
Classificação indicativa: 12 anos

 

 

O espetáculo ACORDA estreou em maio deste ano fazendo 5 apresentações de casa cheia no CCBB de Belo Horizonte. Desta vez, o TRAMPULIM fará uma nova série de quatro apresentações na cidade, sendo recebidos nas sedes de outros grupos cênicos:  ZAP18 (30 Set), Instituto HAHAHA (06 Out), Espaço Aberto Pierrot Lunar (14 Out) e Teatro Espanca! (21 Out).  Todas as apresentações são gratuitas.

 

 

Em cena, os palhaços Benedita, Conselhos, Socorro e Sabonete dividem a mesma casa. Eles compartilham naquele espaço suas rotinas, manias, temores, bons e maus humores. “Buscamos trabalhar ali a idéia de que tempo e espaço tem movimentos e direções diferentes para cada indivíduo, mesmo que estejam no mesmo espaço e que sejam vistos ao mesmo tempo pelo público”, analisa Poliana Tuchia (Palhaça Socorro).Ali estão as personagens num lar seguro, mas também onde podem se sentir confinados e vulneráveis. Esses sentimentos se entrecortam num delírio coletivo revelador de algumas questões dos próprios atores que convidam o público a rir de suas tragédias. Afinal, são palhaços.Apesar de não ser proibido para crianças, o grupo escolheu a classificação indicativa para maiores de 12 anos. “Sentimos que o espetáculo pode funcionar para todas as faixas etárias, mas este é só o começo da vida deste espetáculo cuja linguagem e temática são bem diferentes do que historicamente trabalhamos”, explicou Adriana Morales (Palhaça Benedita).

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Diário de bordo LusoTrampulínico #8

Por poliana na sexta-feira, 5 de dezembro de 2014 às 16:05

A beleza do improviso é também a sua grande maldade.
Nada se repete.
Nada irá se repetir.
Um privilégio no qual o ‘poderia ter sido’ é tão vazio quanto realmente é.

Na última terça-feira da temporada portuguesa reunimos todos os grupos de trabalho. Foi a primeira vez que GIRARTE, dISPArteatro e Canto do Vigário (o coro tem nome!) se encontraram. Depois de um ”ensaio geral” para definirmos a ordem dos acontecimentos percebemos que deveríamos nos preparar para não estarmos preparados.

Normalmente, quando saímos de um espetáculo, surgem dezenas de ideias de ”como aquela parte pode melhorar” ou ”como aquilo pode funcionar” ou ”no próximo vou experimentar assim”….
Aqui não tem próximo. O próximo é outro e talvez nem tão próximo assim…
Então aqui vivemos cada instante. Cada único instante. Cada instante único.

Vivemos a vida do improviso. A vida curta do palhaço. O momento em que estamos em cena, que as grandes ideias surgem e que UM eterno segundo se passa desde o surgimento até a ação. Neste eterno segundo uma multidão de idéias mora dentro da gente. Umas amontoadas em cima das outras gritando: Olha pra mim! Ei! Me usa! Me escolhe! Olha eu aqui!!

E de repente somem todas as idéias. E você tem que improvisar.

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Diário de bordo LusoTrampulínico #7

Por poliana na quarta-feira, 26 de novembro de 2014 às 12:28

Lisboa, Sexta feira, 21 de Novembro.

Peço licença para dar ênfase ao trabalho musical que vem sendo desenvolvido com as senhas no coro.
O coro (essa reunião de pessoas de diversos países como Alemanha, Áustria, Brasil e Portugal) me surpreende não apenas pela musicalidade dos integrantes, mas pela liberdade com que assumem as senhas e com o que juntos desenvolvemos.
Um trabalho incrível (não é por nada não) e infinitamente fértil que me mostra como é necessária a disponibilidade criativa (corporal, mental e até espiritual) dos improvisadores.
Com isso, fazemos TANTO com tão pouco!! 30 senhas. Trintinha! O que é trinta pra quem tem mais de mil? Poderia ser muito pouco, mas aqui é muito (ponto)
Com trinta eles cantam, dançam e representam (se é que vocês me entendem!)

Se eles são cantores profissionais? Se eles são bailarinos? Se eles fazem teatro?
NÃO .

Mas o comprometimento, a PRESENÇA e, principalmente, a disponibilidade deles leva-nos a lugares muito interessantes e a um nível artístico muito elevado. O diferencial é a forma como tratam o instante da improvisação. Com vontade, curiosidade e excitação pelo imprevisível. E como se surpreendem com eles mesmos a cada nova composição.

Entender que o improvisador deve ser propositivo e que deve-se errar com a mesma convicção com que se acerta resulta num material potente por natureza, isto é, verdadeiro.

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